(Foto: Reprodução)

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, suspende todos os estados de emergência que foram estabelecidos após o início da onda de manifestações ano país, em 18 de outubro. A medida entrou em vigor à meia-noite desta segunda-feira.

Até ontem, quatro regiões, 20 cidades e uma província estavam sob a dependência de um chefe de Defesa Nacional das Forças Armadas.

Piñera tinha anunciado a possibilidade de colocar fim aos estados de emergência já no sábado, quando fez um discurso para a população e chegou a pedir que todos os ministros colocassem os cargos à disposição.

O pronunciamento foi uma resposta à manifestação que reuniu mais de 1 Milhão de pessoas nas ruas da capital, Santiago, na sexta.

Durante a semana, Sebastian Piñera já tinha anunciado uma série de medidas para aliviar as tensões no país, como um incremento às aposentadorias, a redução nas tarifas de energia elétrica e o aumento dos impostos para os ricos.

 

A maior onda de protestos registrada desde o fim da ditadura faz o apoio a Sebastián Piñera despencar de 29 para 14%, mostra pesquisa divulgada neste fim de semana. O índice de desaprovação saltou de 58 para 78%.

Os protestos começaram após o anúncio do aumento no preço da passagem de metrô de Santiago, mas continuaram mesmo depois de o governo voltar atrás.

O professor de relações internacionais da Universidade de São Paulo Vinícius Vieira explica que as reivindicações, agora, estão relacionadas principalmente a três áreas: saúde, educação e previdência.

 

Nos últimos dias, o Exército foi colocado nas ruas, e pelo menos DEZENOVE pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança, incêndios, saques e atropelamentos.

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