Edifício sede do Banco Central do Brasil

A nova redução da taxa básica de juros, anunciada pelo Banco Central, deve ajudar na recuperação da economia brasileira. Ontem, em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária cortou a Selic em meio ponto porcentual, de 5,5 para 5% ao ano, o menor índice da série histórica, iniciada em 1999.

A taxa é utilizada pelo Banco Central como uma ferramenta para controlar a inflação que, neste momento, está abaixo da meta do Conselho Monetário Nacional, que é de 4,25%. A expectativa das instituições financeiras é que o IPCA fique em 3,26% em 2019.

O economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, explica que a queda já era esperada pelo mercado, diante da recuperação lenta da economia e da baixa inflação:

 

Desde outubro de 2016, quando a taxa estava em 14,25%, o Copom já promoveu 15 cortes no índice. A Selic é utilizada como referência para outras taxas de juros, de empréstimos e financiamentos, além de servir de base para o desempenho de investimentos.

O professor de finanças do IBMEC de Minas Gerais Eduardo Coutinho explica que a decisão prejudica as aplicações financeiras, mas é hora de renegociar as dívidas:

 

Em comunicado, o Copom indicou que deve fazer um novo corte na próxima reunião, marcada para 11 de dezembro, para 4,5%, como explica o economista André Perfeito:

 

Mesmo com a expectativa de outra redução, o comitê ressaltou que a piora no cenário internacional e que o eventual fracasso nas discussões sobre as reformas e ajustes necessários à economia brasileira podem influenciar nas próximas decisões sobre a Selic.

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