Apesar de ser expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, a venda casada é ofertada aos empresários por um dos maiores bancos do país.

O Itaú e a credenciadora de cartões Rede são investigados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica por concorrência desleal, infração à ordem econômica e medidas anticompetitivas.

Uma das vítimas é o dono de supermercado Vinicius Ferreira. O empresário passou a usar a maquininha da Rede com a promessa de que, se abrisse uma conta no Itaú, não pagaria taxa de manutenção e nem a mensalidade do equipamento. No entanto, cerca de dois meses depois, a máquina não funcionava e as cobranças do aluguel começaram a chegar.

A Rede também prometeu deixar de cobrar taxa de antecipação para receber os pagamentos feitos com cartão de crédito desde que o cliente tivesse conta no Itaú.

O vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, o advogado Arthur Rollo, explica que a prática se trata de venda casada e é proibida porque frustra a concorrência.

 

Em nota, a Rede e o Itaú entendem que a proposta é a favor da competitividade e que beneficia milhões de clientes ao isentar a taxa. O CADE diz que o caso está sendo investigado e que não pode comentar.

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