Cinco áreas de exploração do pré-sal, ainda a serem estudadas, vão ser leiloadas hoje pelo governo federal. A Petrobras já declarou preferência em três delas.

Ontem, a estatal foi praticamente a única participante do chamado mega-leilão do pré-sal. Sem concorrentes, ela vai explorar 2 dos 4 campos oferecidos. Das 14 empresas inicialmente habilitadas, só sete apresentaram envelopes, mesmo assim, a maioria, sem proposta.

A expectativa do governo era arrecadar 106 bilhões e meio de reais. Mas, como duas áreas não tiveram interessados, o valor total foi de quase 70 bilhões.

Para o apresentador do programa O É da Coisa da BandNewsFM, Reinaldo Azevedo, o mega-leilão do pré-sal não pode ser considerado como um insucesso:

Do montante arrecadado, 34 bilhões vão para a Petrobrás como compensação por ela ter aberto mão de exclusividade para área. Os outros 36 serão divididos entre a União, Estados e municípios.

Mesmo se outro competidor fizesse uma oferta melhor do que a da Petrobrás, ainda assim teria que entrar em acordo com a estatal por causa dos investimentos já feitos pela empresa nos campos.

Além do bônus de assinatura, espécie de pedágio para ter direito a operar na área, os vencedores precisavam se comprometer a dividir parte do lucro com o governo.

O economista especialista em petróleo e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Helder Queiroz, afirma que as regras do leilão acabaram afastando possíveis empresas estrangeiras interessadas:

Os campos não arrematados devem ser colocados à venda novamente no ano que vem. No entanto, o governo ainda avalia se será necessário criar um outro modelo para atrair mais interessados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome