A liberdade do ex-presidente Lula mexe com o cenário político do país. No caso da oposição, que saiu da última eleição “rachada”, a avaliação é a de que o petista pode ser uma espécie de “aglutinador”.

O cientista político e colunista da BandNews FM, Fernando Schuller, fala um pouco mais sobre as cartas que estão na mesa:

Mas, do outro lado, a base pode ganhar “munição”. O PSL, que passa por uma crise interna, pode se unir novamente, avalia o âncora de O É da Coisa, Reinaldo Azevedo:

Opinião parecida com a de Carlos Andreazza, que acredita que a “soltura” de Lula é positiva para o Bolsonarismo:

A liberdade de Lula só foi possível porque o Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta semana, que nenhuma pessoa pode começar a cumprir pena antes de que se esgotem todos os recursos possíveis em um processo.

Diante da decisão, parlamentares começaram a se mobilizar no Congresso para mudar a lei atual, fazendo com que a prisão após condenação em segunda instância seja possível novamente.

Foi esse, inclusive, o recado dado pelo presidente do STF, Dias Toffoli.

O professor de direito da Fundação Getúlio Vargas, Davi Tangerino, em entrevista à BandNews FM, avalia que, apesar da fala do ministro, mesmo que a redação do Código de Processo Penal seja alterada, a possibilidade da prisão esbarraria, novamente, na Constituição:

Só que na opinião da nossa colunista de política Dora Kramer esse ímpeto do Congresso é, na verdade, um “fogo de palha”. Ela não acredita que o legislativo mudará a lei por agora.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a decisão do STF pode beneficiar cerca de 5.000 presos em todo o país, mas cada caso será avaliado individualmente.

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