O paulistano Richard Andersen esteve pela primeira vez na Represa de Guarapiranga, ainda criança, com o pai. “Ele não velejava, mas gostava de pescar. Um dia, viemos para um clube de vela e fiz um curso para iniciantes. Gostei e, no segundo ano, já me chamaram para ser instrutor com apenas 13 anos de idade”, conta.

Foto: Arthur Covre

Nos anos seguintes, Richard passou a participar de regatas e competições, mas sem ficar longe da represa. “A Guarapiranga se tornou o meu quintal”, brinca.  Hoje, ele é dono e instrutor da escola de vela Dick Sail que oferece cursos para quem quer aprender a velejar ou precisa tirar a habilitação para poder colocar na água um barco ou um jet ski.

Após quase cinco décadas, o velejador destaca as mudanças vistas na Guarapiranga por causa da ocupação e do desmatamento. “Mudou muito. A margem era toda verde, o clima era diferente. Quando esquentava e entrava um vento sul, ficava uma névoa forte sobre a água. Hoje, já não se vê mais esse fenômeno”.

Foto: Arthur Covre

Mesmo com as mudanças, Richard ressalta que a Guarapiranga não deixou de ser o melhor local para a prática da vela em São Paulo.

Ouça a história de mais um personagem da capital paulista nessa edição do “Cidade em Retratos” com o repórter Arthur Covre.

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