Foto: Site oficial do aitolá Ali Khamenei

Depois dos ataques do Irã a bases militares dos Estados Unidos no Iraque, em resposta ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, as declarações dos líderes de ambas as nações sinalizam o distensionamento do conflito.

A avaliação é de especialistas que analisaram as falas do presidente americano Donald Trump, do presidente iraniano Hassan Rouhani e do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Os líderes se pronunciaram nesta quarta-feira (8), mas sem responder a questionamentos.

O professor de Relações Internacionais Reginaldo Nasser, da PUC de São Paulo, avalia que os recados foram para amenizar a crise.

 

Reginaldo Nasser ressalta que os discursos públicos nem sempre são reflexo da realidade e que já houve surpresas, como o caso do ataque americano aos iranianos, considerado inesperado.

 

O âncora na BandNews FM Eduardo Oinegue acredita que a declaração de Donald Trump foi um recado aos próprios apoiadores do presidente americano nos Estados Unidos, mas com uma postura menos ameaçadora ao Irã.

O jornalista destacou que o republicano leu um discurso e que não respondeu a questionamentos de jornalistas.

 

O professor de Relações Internacionais James Onnig lembra que a União Europeia, mesmo com a proximidade econômica aos Estados Unidos, já tem discurso voltado à população muçulmana originária do Oriente Médio.

 

Para o Brasil, segundo James Onnig, o ideal é que o governo trabalhe para o fim imediato do conflito e que mantenha neutralidade.

 

O cientista político e professor de Relações Internacionais Pedro Costa Júnior destaca que a ação do Irã em resposta ao ataque americano mostra apenas uma reação moral.

Ele ressalta que o bombardeio foi avisado com antecedência e não fez vítimas significativas.

 

O doutor em Ciência Política Gunther Rudzit arrisca dizer que a postura de Irã e Estados Unidos indica até mesmo um acordo entre os dois países para conter a crise.

 

O professor de Relações Internacionais Lucas Leite destaca que uma evolução do conflito prejudicaria internamente o presidente americano.

Segundo ele, o cenário atual é favorável a Donald Trump e ele precisa convencer a parte do eleitorado que ainda não foi cativada.

 

A maioria dos analistas avalia que após os acontecimentos na sequência dos ataques contra as bases americanas, outros líderes mundiais devem reforçar a posição que vem sendo tomada por potências como Alemanha e França.

Estes países devem buscar uma solução do conflito por meio de diplomacia.

(Edição: Narley Resende)

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