Restos de um avião pertencente à Ukraine International Airlines, que caiu após decolar do aeroporto Imam Khomeini no Irã, são vistos nos arredores de Teerã, no dia 8 de janeiro de 2020. Nazanin Tabatabaee / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental)

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau afirmou nesta quinta-feira (9) ter recebido informações de “múltiplas fontes de inteligência” de que o Boeing 737-800 foi derrubado pelo Irã, provavelmente de “forma não-intencional”.

Em discurso, ele defendeu uma ampla investigação internacional, mas ressaltou que está em contato permanente com a chancelaria iraniana.

O chefe de aviação do Irã, Ali Abedzadeh, afirma que “cientificamente, é impossível que um míssil tenha atingido” o avião ucraniano que caiu em Teerã deixando 176 mortos e que rumores de que o avião foi atacado “não têm lógica”.

A declaração foi reproduzida pela agência estatal iraniana Isna em resposta a ilações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de que a aeronave da Ukraine International Airlines teria sido atingida durante o ataque iraniano a bases americanas no Iraque.

De acordo com o chefe de aviação do Irã, “se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele cai em queda livre”.

Ele apontou também que, depois de decolar, a aeronave continuou voando por cinco minutos, e que “o piloto tentou voltar ao aeroporto, mas não conseguiu”.

Um relatório inicial da autoridade iraniana de aviação civil divulgado nesta quinta-feira (9) informou que o avião pegou fogo antes de cair.

A organização afirma que convidou autoridades ucranianas para participarem da investigação.

O presidente dos Estados Unidos disse que um erro pode ter sido cometido durante a queda.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Donald Trump declarou que tem um pressentimento terrível sobre o incidente, mas não deu mais detalhes sobre o assunto:

 

Segundo a agência Reuters, fontes do governo americano estão confiantes de que o avião foi derrubado por um míssil do Irã.

Autoridades da Ucrânia também afirmaram que não descartam um possível ataque.

Na coletiva de imprensa, Donald Trump também falou sobre um avanço em um acordo comercial com a China.

Segundo ele, a fase 2 do acordo deve ocorrer após as eleições nos Estados Unidos.

 

Caso a expectativa se confirme, o acordo deve sair depois do dia 3 de novembro, quando serão realizadas as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

O vice premiê da China, Liu He, tem viagem marcada para Washington para a próxima semana.

Ele deve assinar um documento que sela a chamada fase 2.

O acordo deve reduzir tarifas e impulsionar compras chinesas de produtos agrícolas, energia e manufaturados americanos.

(Edição: Narley Resende / Roberto Furuya)

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