O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Benedicto Abicair, que determinou a retirada do ar do especial de Natal do Porta dos Fundos, foi o mesmo que votou pela absolvição do então deputado federal Jair Bolsonaro em um processo no qual ele respondia por homofobia. Na ocasião, o magistrado tratou o caso como censura.

A ação contra Bolsonaro foi motivada por uma declaração que o parlamentar havia dado no programa CQC, da Band, de que não teria filhos gays porque os dele “tiveram boa educação”.

Em seu voto, Abicair disse não enxergar a “existência de discriminação, de qualquer natureza, mas, sim, aplicação da livre manifestação de opiniões diversas”.

Questionado sobre o contrassenso, o desembarcador informou que iria usar de prerrogativa e não comentar o voto.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, não cabe a Justiça determinar o que pode ou não ser exibido.

 

 

Apesar da ordem, o filme “A Primeira Tentação de Cristo” continua disponível na plataforma.

O grupo de humor disse não ter sido notificado da decisão e a Netflix não se pronunciou.

A Justiça fluminense atendeu a um pedido Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, sobre a justificativa de “acalmar ânimos”. Em março de 2018, a mesma instituição foi impedida de distribuir o jornal “O Universitário”, editado por eles, na porta da PUC-Rio. A publicação foi considerada preconceituosa por alguns alunos.

Único suspeito identificado pela polícia como participante do ataque, o empresário Eduardo Fauzi segue foragido na Rússia. O nome dele está na lista de procurados da Interpol.

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