Foto: Eric Piermont/AFP

A ministra da Justiça do Japão, Masako Mori, classifica como intoleráveis as falas do ex-presidente das montadoras Renault, Nissan e Mitsubishi Carlos Ghosn.

O executivo fez ontem a primeira aparição pública em Beirute desde a fuga de Tóquio para o Líbano.

E atacou o sistema judiciário do país asiático:

 

Carlos Ghosn alegou ter sido perseguido pelas autoridades japonesas e pela Nissan.

A causa teria sido a piora no desempenho da empresa.

Uma das suspeitas é de que Ghosn tenha escapado da prisão domiciliar em uma caixa para guardar instrumentos musicais, transportado por trem-bala, táxi e um jatinho.

Apesar do executivo afirmar que planejou tudo sozinho, sete pessoas já foram presas na Turquia por envolvimento na ação.

O empresário nasceu no Brasil, mas também tem cidadania libanesa e francesa.

Em português, ele chegou a falar sobre a expectativa de ajuda do governo brasileiro:

 

Carlos Ghosn foi indiciado em quatro ações no Japão por suposta fraude fiscal e desvios de milhões de euros em ativos da Nissan.

A mulher dele também é alvo de um mandado de prisão no país por falso testemunho.

Após a entrevista, a ministra da Justiça do Japão disse ser inaceitável que o executivo continue difamando o sistema judiciário do país.

Para Masako Mori, se Ghosn tem algo mais a dizer, deve procurar um tribunal.

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