(Foto : Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, fechou 2019 em 4,31%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, aponta que a taxa ficou acima do centro meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 4,25% com variação de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

Entre os destaques está o preço do grupo alimentos e bebidas que pesaram no bolso dos brasileiros no ano passado. A alta do setor foi de 6,37% puxada, principalmente, pelas carnes, cujos preços dispararam no mercado interno devido ao aumento das exportações para a China, além da desvalorização do real

O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, cita as regiões onde a carne ficou mais cara.

 

Os preços das carnes também puxaram a alta do IPCA no mês de dezembro, que ficou em 1,15%. Este foi o maior resultado para o mês desde 2002, quando a inflação foi 2,10%.

No final de outubro de 2019, o preço do quilo do Filé mignon custava cerca de R$ 56 em um mercado da Zona Sul do Rio de Janeiro. Em dezembro, a peça chegou a ser vendida por pouco mais de R$ 72. O gerente de um mercado de carnes da Zona Sul da Capital fluminense, Moacir Jerônimo, explica que o comércio sofreu redução na venda das carnes

 

A alta nos planos de saúde, de 8,24% também foi percebida devido ao reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. O economista e professor da Universidade Federal do Rio de janeiro, Mauro Osório, explica porque o Banco Central reduziu a meta da inflação desse ano para 4%.

 

Ainda nesta sexta-feira o IBGE divulgou que os custos na construção civil encerraram 2019 com alta de 4,03%, ficando assim, 0,38 ponto percentual abaixo da taxa de 2018, que havia sido de 4,41%. Segundo a análise, em dezembro, os materiais de construção tiveram queda de preço de 0,13% enquanto o valor da mão de obra teve alta de 0,59%.

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