Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Fabricantes e distribuidores reclamam da lei sancionada HOJE pelo prefeitura Bruno Covas, do PSDB, que proíbe a distribuição de utensílios de plástico no comércio da capital paulista.

Assim como já ocorreu com os canudos, copos, facas, garfos, pratos, varas para amarrar bexigas e pazinhas para misturar bebidas, entre outros produtos de plástico, não poderão ser distribuídos.

A lei, que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2021, também proíbe o fornecimento desses produtos feitos com plástico oxibiodegradável, ou seja, quando o produto recebe um aditivo para acelerar a decomposição, reduzindo o plástico em microfragmentos.

O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, afirma que o setor deve criar alternativas e que a lei pode não ser eficaz em proteger o meio ambiente.

 

Segundo o presidente da Plastivida, a Lei Nacional de Resíduos Sólidos já deveria garantir a destinação correta dos recicláveis.

 

O ambulante Antonio Martins Lopes, que vende refeições na rua, teme que o custo do trabalho fique mais caro.

 

O comerciante afirma que a lei que proíbe o canudo de plástico na cidade, em vigor desde de junho do ano passado, mas que ainda não foi regulamentada, ainda não é cumprida na maioria dos estabelecimentos.

 

O prefeito Bruno Covas afirma que a nova lei deve alterar os hábitos da população.

 

A multa para quem descumprir a norma varia de mil a 8 mil reais – em caso de reincidência, o estabelecimento poderá ser fechado.

De acordo com o autor do projeto de lei, vereador Xexéu Trípoli, do Partido Verde, o cidadão vai se conscientizar e as punições serão raras:

 

Segundo um estudo da Prefeitura, 16% do lixo levado aos aterros sanitários são plástico, na maioria de uso descartável.

De acordo com a prefeitura, a lei que proíbe canudos de plástico deve ser regulamentada a partir do mês que vem.

(Edição: Narley Resende)

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