(Foto: Ebrahim Noroozi/Associated Press/Estadão Conteúdo)

Milhares de pessoas se reúnem em diversas cidades do Canadá para lembrar das vítimas da queda de um avião ucraniano no Irã na semana passada.

Entre os mortos estavam 57 canadenses. O governo iraniano admitiu que disparou um míssil contra a aeronave por engano. No total, 176 pessoas morreram.

Em Edmonton, oeste canadense, o primeiro-ministro Justin Trudeau voltou a pedir respostas sobre o caso:

 

Mesmo com o pedido de desculpas das autoridades iranianas, milhares de pessoas foram às ruas neste final de semana exigindo a renúncia do Aiatolá Ali Khamenei, principal autoridade política e religiosa do país. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos fez um alerta para que o governo iraniano não use violência contra os manifestantes. Pelas redes sociais, Donald Trump disse que o mundo está assistindo o que está acontecendo no país.

Enquanto isso, o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, determinou que as comissões parlamentares encarregadas da segurança e da política externa do país investiguem o lançamento do míssil contra o avião ucraniano na semana passada. O líder da Casa ainda pediu que sejam estudadas formas para impedir que a situação se repita no futuro.

O Parlamento do Irã convocou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, para dar explicações sobre a crise com os Estados Unidos. O general afirmou que os bombardeios realizados na semana passada contra alvos norte-americanos no Iraque não tinham como objetivo matar soldados inimigos, e sim dar uma demonstração de força.

Logo depois da afirmação do militar, o Iraque voltou a ser bombardeado. O secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo, disse estar indignado e exigiu o fim dos ataques contra bases iraquianas que abrigam soldados dos Estados Unidos.

O bombardeio deste domingo atingiu a base aérea de Al Balad, no norte do Iraque, e feriu quatro soldados iraquianos. Ainda não há confirmação da autoria dos disparos. O Iraque se tornou alvo de ações militares dos Estados Unidos e do Irã nos últimos dias.

Primeiro, com a ofensiva que resultou na morte do general Qassem Soleimani, um dos principais militares iranianos. Depois, com a resposta do Irã, atacando duas bases militares norte-americanas no país.

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