(Foto: Mona Hoobehfekr/AP)

A população vai às ruas no Irã em protestos contra a demora do governo em admitir sua responsabilidade pela queda de um avião na última quarta-feira.

As manifestações começaram após o reconhecimento, por parte do regime, de que a aeronave foi abatida, por engano, por militares iranianos. Na tragédia, 176 pessoas morreram, entre elas 82 Iranianos e 57 canadenses de origem iraniana.

Uma brasileira que vive em Teerã falou com a BandNews FM, mas preferiu não ser identiicada por medo de represálias dentro do país. Ela contou como foi o fim de semana:

 

Apesar disso, ela conta que o cotidiano ainda não foi alterado pelos protestos.

Outro brasileiro, o professor de geografia em Pernambuco João Correia está de férias no Irã e falou com a BandNews FM. E descreveu as manifestações, segundo ele, formadas por maioria de jovens:

 

A admissão por parte do governo Iraniano do erro não deve provocar nova escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã. No entanto, ela pode ser crucial para o regime do aiátola Ali Khamenei, que governa o país persa, desde 1979.

A avaliação é do professor de Política Internacional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ, Paulo Velasco:

 

Paulo Velasco explica ainda que protestos já vinham ocorrendo no Irã por causa da crescente insatisfação da classe média com o governo. Como consequência das sanções econômicas, impostas pelos Estados Unidos desde 2018, parte dos iranianos tem visto seu poder de compra diminuir.

Desde então, as manifestações vinham sendo reprimidas com forte violência por parte do Estado.

O assassinato do general Qassim Soleimaní pelo Estados Unidos chegou a unir parte da população, mas a situação mudou após após o abate equivocado do avião da Ukraine Airlines.

 

 

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