(Foto: Majid Saeedi/Getty Images)

Desde que o governo do Irã admitiu ter sido responsável pela derrubada do avião da Ukraine Airlines, matando 176 pessoas, manifestantes contrários aos governantes religiosos do país foram às ruas para protestar.

No sábado, o presidente do Irã, Hassan Rouani, chamou a destruição do avião ucraniano, que foi derrubado por acidente por um míssil, de “erro desastroso”. O avião foi derrubado por defesas anti-aéreas disparadas por engano, enquanto o país estava em alerta após conduzir ataques de mísseis contra alvos dos Estados Unidos no Iraque.

A parcela contrária ao regime do Irã aproveitou a tragédia para pedir a renúncia do aiatolá Kamenei, líder supremo do país persa.

A comoção pública no Irã, segundo o professor de relações internacionais da Unicuritiba, Andrew Trauman, pesquisador da Universidade Federal do Paraná, é predominante em uma parcela que já formava oposição no país.

 

Veículos de imprensa independentes tem restrições no Irã, o que limita a veracidade das informações sobre protestos.

Vídeos publicados na internet mostravam dezenas, possivelmente centenas de manifestantes nos últimos dias em locais em Teerã e Isfahan, uma importante cidade ao sul da capital.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no início do mês ordenou um ataque por drone que matou o mais poderoso comandante militar do Irã, o general Qassem Soleimani, tuitou aos líderes da República Islâmica: “Não matem seus manifestantes”.

Apesar disso, a avaliação de especialistas é de que o conflito direto entre Estados Unidos e Irã deve ser descartado por enquanto.

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