Foto: Luiz Henrique Rosa / Proantar

O jornalista Narley Resende conversou com o pesquisador Luiz Henrique Rosa. Ouça a íntegra:

 

Depois de um incêndio que destruiu uma base brasileira na Antártica em 2012, o país inaugura nesta quarta-feira (15) a nova estação Comandante Ferraz.

A inauguração, com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão, estava prevista para esta terça (14), mas as condições climáticas alteraram o cronograma.

A base abriga um conjunto de laboratórios de pesquisa que tem sido apontado por cientistas como um dos mais modernos da península.

A estrutura, de dois blocos, tem 17 laboratórios e alojamentos.

São 2,5 mil metros quadrados.

A base dá subsídios para pesquisadores de áreas como microbiologia, medicina, química e meio ambiente.

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Luiz Henrique Rosa, coordenador de projeto de pesquisas, trabalha na Antártica desde 2006 e está lá para a inauguração.

Ele conta que a estrutura anterior foi construída aos poucos e começou com dois contêineres.

Agora, segundo o pesquisador, a base conta com equipamentos de ponta.

 

Luiz Henrique Rosa explica que a estrutura é pública e que qualquer pesquisador pode apresentar uma proposta para utilizar a base brasileira.

 

O incêndio de 2012 prejudicou dezenas de projetos, mas as pesquisas não pararam.

O pesquisador conta que unidades provisórias, navios e acampamentos garantiram a continuidade dos estudos.

 

Um dos mais experientes pesquisadores na Antártica, Luiz Henrique Rosa afirma que os cientistas enfrentam condições extremas na região.

 

A maioria dos pesquisadores fica na península durante o verão antártico, entre outubro e março, em um período que é divido em fases.

Para chegar à nova base brasileira leva em média uma semana, dependo das condições climáticas.

 

Os pesquisadores e a Marinha seguem protocolos de segurança para trabalhar, mas alguns incidentes, segundo Luiz Henrique Rosa, são inevitáveis.

 

O pesquisador destaca que parte da população brasileira desconhece a importância da ciência na Antártica para o Brasil e para o mundo.

Ele defende que as pesquisas são fundamentais não só para a ciência, mas para manter o poder de voto do Brasil

 

O coordenador de pesquisas afirma que o Brasil sofre influência dos fenômenos na Antártica e os resultados das pesquisas podem tem impacto direto na vida das pessoas.

 

A estação foi desenhada pelo escritório brasileiro Estúdio 41 e construída pela chinesa Ceiec, com custo de US$ 96 milhões, cerca de R$ 393 milhões.

As obras começaram no fim de 2015 na região da Ilha Rei George, onde ficam estações científicas do Brasil e de outros países.

A pesquisa feita pelo Brasil na Antártica é coordenada dentro do chamado Programa Antártico Brasileiro, do governo federal.

Edição: Narley Resende

Fotos e vídeos: Foto: Luiz Henrique Rosa / Proantar

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