Mortes de macacos sinalizam ocorrências da doença; os animais não transmitem o vírus para os humanos. (Foto: Carla Possamai/Projeto Muriqui de Caratinga)

O número de registros de mortes de macacos com suspeita de febre amarela levou o Ministério da Saúde a publicar e distribuir um alerta para que população tome precauções contra a doença. Um boletim epidemiológico aponta para o aumento do risco de transmissão de febre amarela nos estados do Sudeste e Sul do país ao longo do verão.

Entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano, foram confirmadas 38 mortes de macacos pela doença em três estados das duas regiões, a maior parte no Paraná. A circulação do vírus nos primatas denuncia a presença do vírus em determinadas áreas. Em todo o país, foram registradas 1087 mortes de macacos com suspeita de terem sido causadas por febre amarela.

A médica veterinária Emanuelle Gemin Pouzato, da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da Secretaria de Saúde do Paraná, ressalta que a morte de macacos é um alerta para que a população esteja preparada e vacinada.

Os macacos são infectados por mosquitos tanto quanto os humanos e não são responsáveis por epidemias da doença.

 

Ao todo, foram três animais mortos encontrados em São Paulo, um em Santa Catarina e 33 no Paraná. Não há registro confirmado entre humanos no estado no período analisado, desde julho do ano passado até agora.

 

No mesmo período, foram notificados 320 casos suspeitos de febre amarela. Segundo o Ministério da Saúde, 50 seguem sob investigação e um, referente a um paciente que morreu no Pará, foi confirmado.

O Ministério orienta que a população se vacine neste verão, uma vez que as duas regiões concentram grandes populações e baixo índice de vacinação. Assim, o verão de 2020 pode registrar um novo pico da doença.

(Edição: Narley Resende)

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