(Foto: Reprodução)

O acordo comercial entre Estados Unidos e China poderá gerar uma perda de 10 bilhões de dólares em exportações para o Brasil.

Um dos itens que mais podem ser afetados é a carne suína. No ano passado, um terço das vendas do produto foi para o país asiático: 250 mil toneladas. A esperança do setor se sustenta, no entanto, na alta demanda do mercado chinês, que teve o rebanho dizimado pela peste africana.

Para o presidente do Sindicato das Industrias de Suínos do Rio Grande do Sul, José Roberto Goulart, haverá espaço para todos:

 

A primeira fase acordo prevê que os chineses importem 200 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, sendo 32 bilhões a mais em produtos agrícolas. Durante quase dois anos de guerra comercial, as exportações brasileiras para o país asiático saltaram de 24 para 35 bilhões de dólares anuais.

A soja em grãos foi o principal produto vendido, com os chineses comprando quase 80% da safra em 2019. Por isso, há a preocupação em evitar perdas nessa área.

O ex-embaixador Sérgio Amaral afirma que o Brasil precisa buscar soluções para não perder espaço no comércio mundial:

 

O vice-primeiro ministro chinês, Liu He, diz que os fornecedores de commodities agrícolas para o país não serão impactados pelo acordo comercial. Ele garantiu nesta quinta-feira que as compras serão baseadas na lei de mercado.

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