A defesa do suspeito de atear fogo em um morador de rua deve entrar, nos próximos dias, com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.

O advogado Márcio Araújo teve acesso a dois depoimentos colhidos pela Ouvidoria das polícias de São Paulo, que indicam que Flausino Cândido Filho não foi o autor do crime. O morador de rua Carlos Roberto Vieira da Silva, de 39 anos, morreu na manhã do dia 6 de janeiro, após sofrer queimaduras graves em 70% do corpo.

O caso ocorreu no bairro da Mooca, na Zona Leste da cidade. Um dos depoimentos que colocou em dúvida a autoria do crime foi dado pelo padre Júlio Lancelotti.

Segundo o ouvidor da polícia Benedito Mariano, o religioso esteve com Flausino Cândido Filho, que também é morador de rua, e disse que a descrição física não bate com a do suspeito:

 

O segundo depoimento que coloca em dúvida a autoria do crime foi dado por uma outra moradora de rua. Diante dos novos fatos, a Ouvidoria deve pedir à Polícia Científica que faça uma perícia das imagens das câmeras de segurança da região. Para Benedito Mariano, as investigações devem continuar:

 

Flausino Cândido Filho foi preso dois dias depois do crime, após admitir que matou o outro morador de rua. A motivação seria briga por dinheiro. O caso é investigado pelo 18º Distrito Policial, do Alto da Mooca, na Zona Leste. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que recebeu um ofício da Ouvidoria das Polícias e que “todas as informações serão checadas”.

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