Foto: Arthur Covre

“Os reis magos foram guiados pela luz de uma estrela. Portanto, em tempos de trevas, perceba que na escuridão da noite, sempre existirão pequenos pontos de luz no céu”. Assim, o jesuíta padre (necessariamente nessa ordem), Carlos Alberto Contieri encerrou a conversa que tivemos no local em que a capital paulista começou a se formar.
Ele é diretor do Pátio do Colégio onde, em 25 de janeiro de 1554, foi realizada a primeira missa justamente na área que deu origem à Vila de São Paulo de Piratininga e, depois, à cidade de São Paulo.
Contieri veio para a “terra da garoa”, no fim de 2004, por causa do coração que ainda não tinha sido conquistado pelo caos da metrópole. Passou por uma cirurgia.
No período de recuperação, já que estava por aqui, foi convocado para ajudar a resolver algumas pendências no Pátio do Colégio. “Só alguns meses e depois você volta para Belo Horizonte”. O jesuíta foi ficando, ficando, ficando e lá se foram 14 anos.
Falamos sobre vários assuntos: religião, filosofia, tempo, espaço.
Revelou que, em várias ocasiões, ouviu da boca de políticos e secretários que “agir pensando no bem comum não adianta, não dá voto”. Da mesma forma, esses mesmos também se referiram à preservação do patrimônio histórico e cultural.
“Só faremos uma cidade melhor quando colocarmos em primeiro lugar as pessoas, a dignidade das pessoas”.
Carlos Alberto Contieri abre hoje uma série de cinco reportagens especiais que vai ao ar na @radiobandnewsfm na coluna Cidade em Retratos. Um personagem da cidade por dia, de hoje até sexta-feira, em homenagem aos 466 anos de São Paulo.

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