Somente nesta terça-feira (21), trinta pessoas registraram boletins de ocorrência na Delegacia de Combate a Crimes Econômicos de Curitiba

Uma empresa que prometia rendimentos de 14% ao mês em investimentos em ações por meio de um aplicativo deixa de pagar clientes e causa revolta entre os pequenos investidores.

A Polícia do Paraná investiga a possibilidade de fraude e golpe de pirâmide financeira.

Um inquérito deve ser aberto em conjunto entre as polícias de São Paulo, Mato Grosso e outros estados onde os sócios da empresa atuam.

As informações com Narley Resende:

 

Um grupo estimado em 4 mil pessoas teme perder de R$ 1 mil a R$ 90 mil aplicados individualmente em uma companhia de investimentos em ações na bolsa de valores.

Desde novembro, os sócios da empresa Billions, com sede em Curitiba, deixaram de repassar dividendos e parcelas devidas aos clientes.

A polícia do Paraná abriu um inquérito para investigar a suposta fraude e se houve crime de estelionato.

Aos pequenos investidores, os sócios afirmaram que alguns pagamentos ocorreram em duplicidade e que seria necessária uma auditoria antes que os repasses fossem retomados.

Revoltados, os centenas de clientes se reuniram em grupos de WhatsApp e se organizam para mover ações na Justiça contra a empresa.

Dezenas de pessoas já registraram boletins de ocorrência, a maioria do Paraná, na Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor de Curitiba.

Uma cliente da Billions, que pediu para não ter o nome revelado, afirma que a empresa prometia rendimentos de 14% ao mês e que sem aviso ou previsão em contrato passou a reter os pagamentos e valores investidos.

 

O delegado Adriano Feltes, responsável pelo inquérito no Paraná, aponta que o golpe é conhecido da polícia, em um esquema parecido com pirâmides financeiras,
em que os rendimentos acabam quando o número de investidores para de crescer.

 

O delegado ressalta que investidores devem suspeitar de promessas de rendimentos com valores acima dos praticados na média do mercado.

 

Durante o período em que os repasses dos dividendos foram interrompidos, os sócios da empresa investigada teriam comprado outras companhias e feito investimentos privados em um município do Mato Grosso, o que revoltou os clientes que estão sem receber.

A reportagem da BandNews FM tentou contato por meio dos celulares dos três donos, além de um número fixo da Billions e advogados, mas nenhum dos procurados atendeu às ligações nos números disponíveis.

Os clientes também afirmam que nos últimos dias os responsáveis pela empresa deixaram de responder os investidores.

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