Foto: Reprodução/Twitter/Xinhua

O coronavírus começa a se espalhar e cientistas já trabalham em métodos para identificar a doença mais rapidamente e criar uma vacina.

De São Paulo, informações com Narley Resende:

 

Na região metropolitana de Wuhan, cidade epicentro de um novo coronavírus que tem se espalhado pela Asia, chegou à Europa e América do Norte, o governo da China constrói um novo hospital exclusivamente para tratamento da doença.

A previsão é de que a estrutura, com cerca de 1 mil leitos, fique pronta em menos de dez dias, com início de operação previsto para o dia 3 de fevereiro.

Os primeiros casos de coronavírus chinês foram confirmados na última semana na França e nos Estados Unidos, além de outros quatro países da Ásia.

A China confirmou a morte de dezenas de pessoas.

Entre os pacientes com a pneumonia viral, os doentes identificados fora da China passaram pela cidade de Wuhan.

O Brasil descartou os casos suspeitos até agora.

O estudante brasileiro Heros Martines Paulo, que está em Wuhan desde o fim do ano passado para estudar mandarim, afirma que os estrangeiros seguem as orientações do governo chinês para evitar o vírus.

As viagens de longa distância, de avião ou metrô, foram canceladas e os viajantes só conseguem passagens quando seguem as orientações de precaução.

 

O brasileiro conta que os cidadãos de Wuhan mudaram o comportamento depois do surto.

 

O infectologista Jaime Rocha, especialista clínico em medicina de viagem, lembra que as medidas tomadas para evitar que o vírus se espalhe são novas e que não necessariamente são proporcionais aos riscos da doença.

Cerca de 40 milhões de pessoas estão confinadas, impedidas de circular para fora da província onde foi registrado o início do surto.

 

De acordo com o especialista, o novo coronavírus pode se espalhar, pela semelhança que tem com os resfriados comuns.

Mas Jaime Rocha afirma que é cedo para avaliar a gravidade do vírus.

É necessário estudar o comportamento da doença.

 

O Ministério de Ciência e Tecnologia da China lançou OITO projetos de pesquisa de emergência para ajudar a lidar com o surto.

E criou um sistema nacional com informações de pesquisas a respeito da doença, para que cientistas do mundo todo tenham acesso ao que se sabe até agora.

Segundo o diretor do laboratório Fleury, Celso Granato, a suspeita é de que o novo vírus tenha duas origens, em cobras e morcegos.

 

Cientistas do mundo todo trabalham para criar um método de identificar rapidamente o vírus e na criação de uma vacina.

O coronavírus tem esse nome pelo formato do vírus que lembra uma coroa.

(Edição: Narley Resende)

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