(Foto: Reprodução)

O risco de o Coronavírus se espalhar pelo mundo é alto.

A análise é do vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo. O médico falou com a BandNews FM e tirou dúvidas de ouvintes sobre a doença, que já matou mais de 100 pessoas e infectou outras 4.500.

Segundo ele, a falta de conhecimento sobre o vírus pode ser um fator decisivo para que ele se espalhe.

 

Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Austrália e outros dez países já tiveram registro da doença. No Japão, o paciente é um motorista de ônibus que transportou viajantes de Wuhan.

O caso da Alemanha, segundo o jornal El País, é o primeiro em que o paciente não esteve na China: ele teve contato com uma chinesa que estava sem sintomas, embora fosse portadora do vírus. Por esse motivo, Alberto Chebabo defende que os governos, em geral, aumentem a vigilância em portos e aeroportos: as pessoas contaminadas podem transmitir o vírus mesmo assintomáticas.

 

Não existe uma medicação específica para o vírus, então o tratamento é feito, apenas, para combater os sintomas, que são os mesmos de outras doenças respiratorias: febre, tosse e cansaço.

Ele recomenda que as pessoas não viajem para o país asiático, principalmente para a região da cidade de Wuhan, onde a circulação do vírus começou. Vírus como esses geralmente sofrem mutações.

O especialista comparou esse Coronavírus àquele que deu origem à SARS – a Síndrome Respiratória Aguda Grave – que, no começo dos anos 2000, matou quase oitocentas pessoas em todo o mundo.

A doença que acende o alerta no mundo, hoje, é menos potente, só que mais contagiosa.

 

O índice de letalidade da SARS chegava a 10% dos infectados.

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