(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

Os brasileiros confinados em Wuhan, cidade da China mais afetada pelo coronavírus, devem retornar ao Brasil nesta semana em uma aeronave fretada pela Força Aérea Brasileira.

A Embaixada do Brasil em Pequim está em contato com os interessados em voltar ao país para prestar informações e organizar os procedimentos cabíveis. A notícia foi anunciada ontem pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores, após o grupo retido no exterior divulgar um vídeo de apelo ao presidente Jair Bolsonaro.

Na gravação, eles frisam que estão dispostos a enfrentar um isolamento:

 

Cerca de quarenta brasileiros em Wuhan aguardam repatriação. Assim que chegarem ao Brasil, eles serão submetidos à quarentena, sob a orientação do Ministério da Saúde, seguindo procedimentos internacionais. A data e o itinerário do voo ainda não foram divulgados.

Duas brasileiras que também têm nacionalidade portuguesa já conseguiram sair de Wuhan, segundo o comunicado do governo federal. Elas ficaram em observação por 40 dias em Portugal. A província de Wuhan segue isolada pelas autoridades chinesas.

De acordo com a TV estatal da China, o país já registrou 361 mortes e há mais de 17 mil pessoas infectadas. Neste fim de semana, foi confirmada a primeira morte por coronavírus fora da China. O homem de 44 anos era chinês, morava na província de Wuhan e morreu nas Filipinas.

No total, mais de 20 países já confirmaram a contaminação do vírus. Até o momento, não há nenhum caso confirmado de coronavírus no Brasil. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, há 16 casos suspeitos divididos em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Ceará.

A capital paulista concentra a maior parte: 8 no total. Para acompanhar os casos, o governo paulista anunciou a criação de um Centro de Operações de Emergência, que vai funcionar 24 horas por dia, controlando possíveis registros em todo o Estado.

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