Donald Trump discursa em sessão conjunta do Congresso americano. Atrás, sentavam-se o vice-presidente Mike Pence e a presidente da Câmara Nancy Pelosi. (Foto: Doug Mills/The New York Times/Pool/AP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforça promessas de campanha e comemora os dados econômicos do governo.

O republicano realizou o discurso de Estado da União, compromisso anual em que o chefe do Executivo americano presta esclarecimentos ao Legislativo, a militares e a integrantes da Suprema Corte.

 

O presidente americano não mencionou o julgamento final do impeachment, nesta quarta-feira (05), no Senado. A cassação do mandato é improvável, visto que o Partido Republicano é maioria na casa.

No assunto terrorismo, Donald Trump celebrou a morte do general iraniano Qassem Soleimani e repetiu que o militar planejava novos ataques contra os Estados Unidos. Quanto à imigração ilegal, ele comemorou a política de “tolerância zero”, de expulsar quem entra no país sem autorização.

Trump classificou como “socialistas” os projetos da oposição para substituir o sistema de saúde desenvolvido pelo atual governo, reforçou o apoio ao porte de armas e pediu que congressistas aprovem leis que proíbam o “aborto tardio”.

Aproveitou a criticar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e enalteceu o opositor Juan Guaidó, que estava presente no discurso. A fala recebeu aplausos de republicanos e democratas.

 

O professor do curso de Relações Internacionais da FAAP Carlos Poggio explica que o discurso de Estado da União não costuma ter impacto político na aprovação dos presidentes americanos.

Uma pesquisa divulgada ontem indica que 49% da população aprova o governo – o maior índice que Trump atingiu no mandato.

De acordo com o professor de Relações Internacionais, Donald Trump fez muitas críticas a antecessores, o que é incomum na tradicional fala ao Congresso, e também fez tratou de temas que o conectam com o eleitorado:

 

Para o professor visitante da Universidade de Relações Exteriores da China Marcos Vinícius Freitas, Trump optou por assuntos em que tem tido sucesso:

 

Quando subiu no púlpito, Donald Trump ignorou a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que estendeu a mão para cumprimentá-lo. A deputada é uma das principais opositoras ao republicano e responsável por abrir o processo de impeachment.

Quando a fala se encaminhava para o fim, Pelosi – que estava sentada atrás de Trump – se levantou e rasgou em várias partes a cópia do discurso que estava com ela. Mais tarde, na internet, a parlamentar provocou com uma postagem: “Os democratas nunca deixarão de estender a mão da amizade para fazer o trabalho pelo povo”.

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