Técnicas de construção antigas, falta de conservação e ausência de fiscalização. Esses três fatores são apontados por especialistas ouvidos na Rádio BandNews FM como os grandes gargalos da malha rodoviária brasileira.

Nesta semana, duas crateras se abriram no asfalto durante as fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo. Na região de Marília, o buraco na Rodovia Dona Leonor Mendes de Barros dividiu a pista ao meio e “engoliu” um caminhão e um carro da concessionária que administra a via. O condutor do automóvel morreu.

Já em Botucatu, o motorista de um caminhão foi morto quando parte do asfalto da Rodovia Marechal Rondon cedeu. O doutor em Pavimentação pela Universidade Federal de Santa Catarina Breno Barra explica que situações como essas devem se repetir. Isto porque são estradas construídas nas décadas de 60 e 70, projetadas com técnicas antigas e inadequadas para o volume de carga hoje transportado.

Outro problema é a falta de conservação, já que apenas tapar buracos não soluciona questão, de acordo com o doutor em Pavimentação.

Breno Barra explica ainda que o terceiro ponto para as más condições das vias está na falta de fiscalização.

O especialista conta ainda que alternativas mais modernas de pavimentação e técnicas para remodelar a nossa malha rodoviária já existem no Brasil e são pesquisadas dentro das faculdades.

 

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