(Foto: Dela de La Rey/AFP)

Pesquisadores do mundo inteiro trabalham para desenvolver uma vacina para o coronavírus.

A China tem quase 64 mil infectados – cerca de 1.500 pessoas morreram. O Reino Unido largou na frente na busca por uma imunização contra a doença: pesquisadores de Londres anunciaram que já estão na fase de testes em animais. A previsão para a disponibilidade para humanos é começo do ano que vem.

Pode parecer bastante tempo, mas se o prognóstico se concretizar será um recorde na produção de uma vacina, que normalmente demora 10 anos. A equipe da Imperial College se baseou em pesquisas que começaram há aproximadamente duas décadas para tratar a ‘Sars’ – Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Outro fator que ajudou foi o compartilhamento do sequenciamento do genoma desse coronavírus, que foi divulgado pelos chineses na metade de janeiro. A troca de informações entre países é fundamental nesse processo, explica a pesquisadora Sarah Gilbert:

 

Ainda é difícil prever como estará a letalidade e disseminação do coronavírus daqui um ano. Mesmo assim, todos os esforços na busca por uma vacina não serão desperdiçados, destaca o pesquisador Robin Shattock:

 

A Organização Mundial da Saúde é um pouco mais cautelosa na previsão e avisou que uma vacina deverá estar disponível só em 18 meses. A OMS pediu na semana passada o equivalente a quase 3 bilhões de reais para apoiar medidas de resposta à epidemia. A disparada nos números do coronavírus na China tem uma explicação: o governo mudou a metodologia usada para confirmar novos casos.

A falta de kits que auxiliam no diagnóstico foi a justificativa para a mudança. Antes, casos só eram confirmados após um exame laboratorial, que demorava uma semana para ficar pronto. Daqui pra frente, uma análise clínica será realizada. Além dos sintomas – como febre e dificuldade de respirar – médicos levarão em conta exames de imagem, como radiografias e tomografias.

No Japão, o governo confirmou a primeira morte pelo coronavírus: uma mulher, de 80 anos, que morava em Tóquio – cidade sede dos Jogos Olímpicos desse ano. O premiê Shinzu Abe liberou uma verba extra para conter a doença, que será investida em hospitais. Em Londres, autoridades estão em alerta: uma idosa, diagnosticada com o coronavírus, pode ter passado a doença para outras pessoas sem saber. Ela desembarcou na cidade no domingo, e começou a se sentir mal um dia depois.

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