Para o presidente Jair Bolsonaro, dólar está “um pouquinho alto” na cotação atual.

Com uma valorização de 8% em 2020, o dólar deve continuar volátil no curto prazo, segundo especialistas ouvidos pela Rádio BandNews FM. A moeda norte-americana encerrou 2019 cotada a R$ 4,01, mas teve o recorde histórico ontem, quando chegou a marca de R$ 4,38.

Esse foi o maior valor nominal da história, sem considerar a inflação, o que levou o Banco Central a agir para conter mais valorizações por meio de um leilão extra de contratos de swap cambial. Nas casas de câmbio, o dólar-turismo é vendido, na média, a R$ 4,50.

Para o economista e colunista da BandNews FM Luiz Carlos Mendonça de Barros, a queda da taxa básica de juros para 4,25% ao ano contribuiu para o aumento da moeda:

 

Luiz Carlos Mendonça de Barros diz que o dólar não deve ficar abaixo de R$ 4,00 no curto prazo. O economista acredita que o real ainda pode se desvalorizar, mas não deve manter o patamar atual da moeda americana.

Outro fator que influencia na desvalorização da moeda brasileira é o mercado exterior, como explica o especialista do mercado financeiro e colunista da BandNews FM Ricardo Gallo:

 

Além dos fatores externos, como o surto de coronavírus na China e as diferenças das taxas de juros ao redor do mundo, os investidores também acompanham o cenário político nacional.

Para o presidente da Inter B Consultoria Internacional de Negócios e ex-economista principal do Banco Mundial, Claudio Frischtak, qualquer fala mal colocada pode fazer com que o preço do dólar aumente:

Na última quarta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, causou polêmica ao afirmar que o dólar baixo possibilitava que empregadas domésticas viajassem para os Estados Unidos, o que classificou como: “uma festa danada”.

 

Para Claudio Frischtak, as declarações sobre a política cambial deveriam partir apenas do Banco Central e somente quando extremamente necessárias.

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