(Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

O velório do cineasta José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão, está marcado para começar as 16h no Museu da Imagem e do Som, no Jardim Europa, em São Paulo.

A cerimônia será aberta ao público; o enterro está previsto para amanhã, ao meio-dia, no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste da capital.

Diretor, ator, roteirista de cinema e TV, Marins morreu ontem, aos 83 anos, vítima de broncopneumonia, uma inflamação aguda do tecido pulmonar. Ele havia passado por tratamento médico no fim de janeiro no Hospital Sancta Maggiore, mas a doença se agravou nos últimos dois dias.

O cineasta ficou popular pelo personagem que virou lenda entre as produções de terror nacional. A filha dele, a atriz Liz Marins, acredita que Zé do Caixão deixa um legado imortal:

 

Segundo a colunista de cinema da BandNews FM, Flávia Guerra, José Mojica Marins se destacou em um período de grandes desafios para o cinema brasileiro. E recebeu reconhecimento de diversos festivais internacionais:

 

Famosos lamentaram a morte do cineasta: os cantores Zé Ramalho e Arnaldo Antunes, o escritor Walcyr Carrasco, o cantor Frejat e o secretário municipal de cultura de São Paulo, Alexandre Youssef, entre dezenas de atores e outras personalidades. Zé do Caixão tem duas obras na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, organizada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Os filmes são: “À Meia Noite Levarei Sua Alma” e “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”.

 

José Mojica Marins nasceu em São Paulo, em 1936; dirigiu 40 filmes e atuou em mais de 50. O primeiro longa-metragem foi A Sina do Aventureiro, em 1958.

Zé do Caixão é o personagem mais conhecido, entre os dezenas interpretados por Mojica. A atuação chegou ao ápice na categoria virando tema central do filme O Estranho Mundo de Zé do Caixão.

 

O último trabalho na direção foi em “Memórias da Boca”, em 2015, que reuniu episódios de vários realizadores. Na mesma época, foi visto atuando em “Entrando numa roubada”, de André Moraes, estrelado por Deborah Secco.

 

Nos últimos anos, Zé do Caixão vivia recluso em São Paulo, já com a saúde debilitada.

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