(Foto: Reprodução)

O medo do coronavírus começa a gerar preconceito.

Na Ucrânia, moradores protestaram contra a chegada de pessoas que vieram da China. Centenas de pessoas bloquearam uma estrada em Poltáva, no centro do país. Elas queriam impedir a passagem dos ônibus que transportavam os mais de 70 repatriados. No grupo estavam ucranianos e cidadãos de países das Américas do Sul e Central. Eles estavam em Wuhan, mas ninguém apresentou sintomas do coronavírus. Mesmo assim, eles ficarão em quarentena por 14 dias.

Pela segunda vez em duas semanas o governo chinês mudou a metodologia para calcular novos casos no país. Exames de imagem serão usados em casos suspeitos da doença; com a mudança, o número de novos casos caiu consideravelmente. Foram 411 novas notificações, no boletim divulgado já nesta sexta-feira.

No Japão, um casal de idosos que ficou em quarentena no cruzeiro Diamond Princess morreu ontem; os dois contraíram a doença quando estavam a bordo. O governo da Coreia do Sul também confirmou uma morte nesta quinta – a primeira dentro do país.

Cientistas norte-americanos deram um importante passo para a produção de uma vacina contra o coronavírus. Eles conseguiram decifrar a estrutura de uma proteína que o vírus usa para entrar nas células humanas. Pesquisadores tailandeses também constataram que uma droga usada no tratamento da Aids pode ser eficaz no combate ao coronavírus.

É o que explica o virologista Edison Durigon:

 

A partir dessa descoberta será possível desenvolver métodos de diagnósticos mais rápidos e precisos de pessoas infectadas. Com isso o resultado pode sair em até 15 minutos, bem menos do que o teste realizado hoje que leva mais de 24 horas.

Cientistas do mundo todo correm contra o tempo para criar uma vacina, e as fases mais complicadas já foram concluídas. Os próximos passos são o desenvolvimento de fórmulas sintéticas que devem ser testadas em camundongos, macacos e, por fim, humanos. A expectativa é que isso ocorra em alguns meses.

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