(Foto: Reprodução)

Uma portaria do governo prevê até 1 ano de prisão e multa para quem descumprir determinações médicas de quarentena, isolamento ou internação.

A ideia é impedir casos como o de um advogado de Brasília. O homem, mesmo com a mulher infectada com coronavírus, continuou circulando pela cidade até ser diagnosticado com a doença.

Em São Paulo, um empresário que, mesmo sabendo que estava com o vírus, viajou para Porto Seguro, na Bahia. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse que não é preciso autorização judicial para as prisões:

 

A curva do gráfico de pacientes contaminados não para de crescer: são 349 no Brasil, de acordo com as secretarias estaduais de saúde. Na conta do Minstério da Saúde são 291.

O aumento mais alarmante é o de casos investigados, que quadruplicou em 24 horas: saiu de 2 mil e 64 para 8 mil 819. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alerta: é hora de controlar os sentimentos e segurar a ansiedade:

 

O Ministério da Saúde anunciou a compra de mais kits para exames e novos equipamentos para tornar os resultados mais rápidos. A pasta também prometeu aumentar do número de leitos nos hospitais de acordo com a demanda dos estados e a contratação de 5 mil médicos. Na Aviação Civil, a Agência Nacional vai implementar forças tarefas para mapear eventual desrespeito ao código do consumidor.

Já o Ministério da Educação vai acompanhar a situação de crianças que dependem das refeições servidas nas escolas fechadas. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o Brasil vai fechar a fronteira com a Venezuela e pediu calma ao falar sobre a pandemia:

 

No Legislativo, a principal novidade é que as votações, a partir de agora, só serão realizadas virtualmente por meio de uma plataforma digital para acesso via celular ou computador. Além disso, ficou decidido que, daqui pra frente, os parlamentares vão priorizar a análise de medidas contra o novo coronavírus.

Assim, o Plenário da Câmara aprovou o projeto que autoriza governos estaduais e prefeituras a financiar as ações de combate à doença com os repasses federais acumulados nos Fundos de Saúde dos Estados e dos municípios. Isso significa um extra de até 6 bilhões de reais.

Os deputados aprovaram ainda um projeto que proíbe a exportação de produtos essenciais para enfrentar o novo coronavírus e outro que amplia o acesso ao álcool para desinfecção. Os textos seguem para o Senado.

Em outra frente, há um amplo entendimento entre os parlamentares de que o governo deve aumentar o gasto público a fim de minimizar os prejuízos econômicos provocados pela pandemia. É o que destaca o líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon.

 

A bancada do PSB levou um pacote de sugestões ao ministro da Economia, Paulo Guedes, com destaque para a oferta de QUINHENTOS reais por mês para cada trabalhador informal e a suspensão do teto de gastos públicos por um período de dois anos. Ontem, Bolsonaro refez o teste para coronavírus, que deu negativo, assim como o primeiro exame.

Mais de 40 funcionários do Planalto estão em quarentena. Diversos ministros têm mais de 60 anos e são considerados do grupo de risco; a orientação é para que eles trabalhem cada vez mais por videoconferência. O mesmo vale para funcionários federais, menos os de serviços essenciais para o combate ao coronavírus.

A doença, inclusive, atingiu até o trabalho do IBGE – o instituto decidiu adiar o Censo demográfico para o ano que vem.

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