Já se sabe que o esquema de corrupção envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil era organizado e contava não só com o simples repasse de dinheiro, mas com estruturas montadas apenas para o pagamento de propina. 

Enquanto a Odebrecht mantinha um setor destinado à distribuição do suborno e usava duas transportadoras de valores, a Andrade Gutierrez – que ainda tenta negocia um recall da delação premiada de seus executivos – utilizava dois cofres em São Paulo somente para guardar os recursos que seriam pagos a políticos e diretores de estatais, entre eles o almirante Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear. 

A propina, na maior parte, era operada pelos irmãos Samir e Adir Assad e havia até mesmo uma sala reservada para entregar os “pacotes”. 

Como já se sabe, o valor movimentado apenas pela dupla ultrapassou R$ 1,5 bilhão.

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