Os bancos sempre justificam os juros que cobram dos clientes dizendo que eles são altos por causa do risco elevado de inadimplência. Em tempos de muito desemprego e renda achatada, isso é verdade. Mas a margem de lucro das próprias instituições financeiras têm quase o mesmo peso nessa conta.

A última pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, em média, os juros estão em 123,71% ao ano no Brasil. Enquanto isso, a Selic,  taxa básica determinada pelo Banco Central, está em 6,5% anuais.

A diferença entre uma e outra é o chamado spread bancário. E ele é composto pelos seguintes custos:

32% – Risco de inadimplência, ou seja, de o pagamento atrasar ou não ser feito.

27% – Lucro dos próprios bancos

20% – Impostos e compulsórios recolhidos pelo governo e pelo Banco Central

20% – Taxa que bancos pagam para tomar recursos no mercado e emprestar novamente (a Selic, de 6,5%)

1% – Despesas administrativas, como aquelas com agências e funcionários

Ou seja: o risco pesa, e muito, mas a margem de lucro das instituições financeiras está ali, lado a lado, puxando os juros para cima.

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