‘Não é coincidência’, diz Xico Sá sobre falta de técnicos nordestinos na elite

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    Um nordestino de mão cheia. Nascido no Crato, no Ceará, em 1962, Xico Sá é daqueles personagens inquietos. Começou a carreira de jornalista no Recife, e atuou muitos anos como repórter investigativo. Foi colunista de grandes jornais e comentarista de vários programas. Sobre os mais variados temas. Inclusive, o futebol.

    Santista de coração, mas apaixonado pelo esporte bretão acima de tudo, ele construiu a relação a partir da “Era do Rádio”.

    “O futebol é mais do que arte. Temos, inclusive, poucas obras literárias sobre o futebol. É algo tão grande que muitas vezes a arte não o alcança, e é difícil colocar essa história numa tela, num papel”, avalia o escritor.

    Defensor de Jorge Sampaoli (“ele é como os diretores de cinema argentino”), Xico vê uma identidade clara do time alvinegro praiano nos jogos. Inclusive nas derrotas. Mas quando o assunto é a atual seleção brasileira comandada por Tite…

    “Não dá mais aquela palpitação. Por mais que haja o olhar crítico, profissional. Não tenho mais o mesmo tesão de ver os jogos do Brasil”, lamenta.

    “Não tenho mais o mesmo tesão de ver os jogos do Brasil”, diz Xico

    Nesta entrevista à BandNews FM, Xico tece um olhar sobre um fato: na Série A do Campeonato Brasileiro, mesmo com quatro representantes da região, não há um treinador nordestino sequer à frente de um dos 20 times. Técnico negro? Apenas Roger Machado, gaúcho que dirige o Bahia.

    “Não é coincidência. Há uma série histórica de preconceito, como se os negros e nordestinos não fossem capazes. Seria leviano da parte de qualquer um negar esse preconceito”, registra Xico, que relembra Givanildo Oliveira.

    Natural de Olinda, é um dos treinadores em atividade com mais títulos estaduais na carreira – são nove troféus, sendo 23 contando com as outras conquistas.

    “Givanildo costuma salvar quase todos os clubes que ele pega de rebaixamento, mas fica escanteado muitas vezes. Inclusive quando temos pernambucanos na Série A”, finaliza.

    Ouça o bate-papo na íntegra:

     

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