A um ano da Olimpíada de Tóquio, COB prioriza aclimatação dos atletas.

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    Daqui a um ano, será dada a largada para mais uma edição do maior evento esportivo do mundo. Os Jogos Olímpicos de Tóquio prometem muita emoção nas disputas esportivas e também, no âmbito tecnológico.

    Nesta quarta-feira (24), as atenções estão voltadas para o início dos Jogos Pan-Americanos de Lima, apesar da cerimônia de abertura estar marcada para a próxima sexta-feira (26). O Time Brasil entra em quadra nas duplas do vôlei de praia e com o handebol feminino, atuais pentacampeãs do torneio.

    No Pan de Toronto, em 2015, o Brasil conquistou 141 medalhas, sendo 41 ouros, 40 pratas e 60 bronzes, ficando em terceiro no geral, desbancado pelos Estados Unidos e Canadá.

    O diretor-geral do Comitê Olímpico Brasileiro, Rogerio Sampaio, explica que o principal objetivo no Pan deste ano é melhorar a campanha e carimbar vagas para os Jogos Olímpicos de 2020.

    “Quando falamos em meta, lógico que falamos em números. A principal meta é classificar o maior número de atletas possíveis para os Jogos de 2020. No Pan de Lima, são 22 modalidades com possibilidades direta de vagas. Estamos em uma disputa em que o Brasil obteve boas participações nas edições anteriores e vamos com uma equipe forte. Sabemos que algumas equipes estão disputando eventos internacionais como surf e vôlei, que também os qualificam para a Olimpíada”, explica Sampaio em entrevista exclusiva à rádio BandNews FM.

    O Brasil sabe que para garantir medalhas nos Jogos de 2020, precisa fazer uma boa exibição no Pan de Lima. O único país-sede de uma Olimpíada que ciclo seguinte conseguiu obter um resultado superior fora de casa, foi a Grã-Bretanha. Na Rio 2016, o País se consolidou como uma potência olímpica ao desbancar a China e atingir o segundo lugar no quadro geral, com 67 medalhas, sendo 27 ouros, 23 pratas e 17 bronzes. Em Londres 2012, foram 65 pódios que renderam o terceiro lugar geral.

    “Os principais desafios serão o fuso-horários e a alimentação, mas temos trabalhado na logística neste período final de preparação olímpica para que os nossos atletas encontrem o ambiente ideal. Eles vão chegar 13 dias antes e vamos priorizar a alimentação e o descanso, para manter o hábito do dia a dia. Fizemos parceira com sete cidades do Japão. Os locais de treinamentos vão ter as mesmas características da competição”, completa Sampaio.

    Na última segunda-feira (21), Rogerio Sampaio se reuniu no Rio de Janeiro, com a prefeitura da cidade de Hamamatsu, para a assinatura do contrato de acordo de cooperação técnica para os Jogos de 2020. A cidade japonesa fica localizada na província de Shizuoka e conta com mais de 12 mil brasileiros entre os 805 mil habitantes. Hamamatsu receberá as seleções brasileiras de beisebol, golfe, ginástica rítmica, judô, remo, rúgbi e tênis de mesa.

    Créditos: Valter Franca/COB. O diretor-geral Rogerio Sampaio se reúne com o prefeito da cidade japonesa de Hamamatsu para acordo nos Jogos de 2020.

    O diretor-geral do COB ainda comentou sobre os trabalhos para aproximar o público dos esportes olímpicos. Uma parceria do COB com a Mauricio de Sousa Produções, vai intensificar o relacionamento com os integrantes da deleção brasileira no Japão com os fãs do Time Brasil.

    “A Mônica, o Cebolinha, a Magali, o Cascão e todos os outros personagens da Turma da Mônica vão entrar na torcida do Time Brasil, assim como muitos outros torcedores brasileiros da idade deles ou mais velhos, que cresceram lendo as histórias dos meus filhos. É um orgulho muito grande fazer parte do Brasil nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020”, disse Mauricio de Sousa ao site oficial do COB.

    Créditos: Willian Lucas/COB/Inovafoto. Mauricio de Sousa Produções anuncia parceria com o COB.

    Confira a entrevista exclusiva do diretor-geral do COB, Rogerio Sampaio, para o quadro “Na Trilha do Pódio”, da rádio BandNews FM:

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