Camisa 10 do São Paulo, Ary tem lesão e está fora da final do Paulista

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    O ano de 2019 vinha sendo muito especial para Ary Borges, camisa 10 e capitã do São Paulo. Além de realizar o sonho de jogar pelo clube do coração, ela ainda tem como companheira de equipe a Cristiane, de quem é fã desde criança.

    Ary Borges durante partida contra o Palmeiras, na final da Copa Paulista (Foto: Rubens Chiri)

    Mas o fim de temporada não é como a meia esperava. No último sábado, Ary sofreu uma lesão no cotovelo esquerdo, na derrota para o Palmeiras por 2 a 1, na final da Copa Paulista Feminina.

    Ela não precisará passar por cirurgia, porém, já está fora da final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, que começará a ser disputada neste sábado (2), às 11h, no Morumbi.

    Esta será a terceira final de três campeonatos que o time tricolor disputou este ano, no retorno da modalidade – venceu o Campeonato Brasileiro A2 e perdeu a Copa Paulista.

    A meia será reavaliada em duas semanas, mas não terá condições de jogar a partida de volta, no dia 16, na Arena Corinthians.

    A BandNews FM conta a história de Ary nesta semana no quadro Tem Mulher na Área.

    Natural de São Luís, do Maranhão, ela nunca teve o sonho de ser jogadora. Começou brincando, apenas, nos campinhos da cidade. Quando chegou à capital paulista para morar com os pais, a meia, por influência do pai, decidiu levar a sério e entrar no Centro Olímpico.

    “Quando vim para cá, meu tio comentou que eu jogava. Meu pai não levou muito a sério. Perto de casa tinha uma quadra e sempre que eu chegava da escola , eu ia para lá brincar. Meu pai um dia passou e me viu jogando. Quando eu voltei pra casa, ele me disse que tinha me visto e que eu jogava bem”, conta.

    “Ele disse que conhecia a escolinha ‘Meninos da Vila’ e eu comecei a ir lá. Mas eram só três meninas, impossível fazer algum exercício grande. Até que deu a louca no meu pai e ele me disse para treinar com os meninos. Conversou com o pessoal da escolinha, eles toparam”, lembra.

    “Depois de um ano, meu pai trabalhava na região da Vila Mariana, do Centro Olímpico. Ele disse que viu algumas meninas com uma camiseta roxa, escrito ‘futebol’ atrás. E me disse: ‘Acho que lá é algo mais sério do que escolinha, que eu pago e você vai quando quer. Se você tiver interesse, a gente pode ir um dia lá’. No começo eu me assustei, porque eu não queria ser jogadora, era mais por diversão”, diz Ary.

    “No dia da minha peneira, há oito anos, eram umas 90 meninas. Naquela época, eles não tinham tantas categorias de base como hoje, então, eu era sub-11, jogando no time sub-15. Uma diferença muito grande. Logo em seguida, criaram o sub-13 e eu passei por todas as categorias:, chegando ao profissional e depois disso fui pro Sport, onde passei dois anos.”

    Em 2019, veio o convite do técnico Lucas Piccinato para fazer parte do time do São Paulo e realizar um sonho. O contrato é até o fim desta temporada, mas as conversas para renovação já começaram.

    Confira a íntegra da entrevista com Ary Borges:

    Confira a reportagem especial:

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