Campeã olímpica Rafaela Silva almeja medalha de ouro inédita no Pan de Lima

    0
    176

    A judoca Rafaela Silva tem um currículo recheado de conquistas importantes. A principal delas ocorreu na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, com a medalha de ouro na categoria peso leve.

    A vida da atleta, que cresceu na favela carioca Cidade de Deus, ganhou a mídia. Rafaela já tinha feito história em 2013, quando se tornou a primeira brasileira campeã mundial de judô, em 2013, no Rio de Janeiro.

    No dia 5 de julho, 14 judocas da seleção brasileira vão embarcar para o Peru, sede dos Jogos Pan-Americanos de 2019. Além de Rafaela, apenas três atletas da delegação possuem experiência na competição: Mayra Aguiar e David Moura.

    Rafaela coleciona duas medalhas em Jogos Pan-Americanos, uma de prata, em Guadalajara 2011 e bronze no Pan de Toronto, em 2015.

    “Uma das coisas que mais leio na internet é essa busca pela medalha de ouro. Na minha categoria sempre foi uma competição muito difícil. Na minha primeira final do Pan, eu tinha apenas 19 anos e enfrentei uma atleta de Cuba, muito experiente. Mas a pressão, temos que lidar em todas as competições do circuito. Eu me cobro muito, quero deixar um legado positivo, conseguindo todas as medalhas possíveis no calendário do judô. É uma cobrança pessoal, me cobro muito e isso me ajuda. As pessoas falam que eu sou movida a desafios”, completa.

    Depois do Pan, a seleção brasileira de judô segue viagem para o principal desafio do ano: o Mundial do Japão. A competição será um evento-teste  e classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A aclimatação será na cidade de Hamamatsu e o torneio começa no dia 25 de agosto.

    “A gente já vive bastante isso. No final do ano passado entre o World Master e o Grand Slam do Japão eram apenas duas semanas de diferença. Pensamos naquele momento que já era um ensaio para o Pan de Lima. São duas competições grandes, não vai ser muito ruim se adaptar. O maior medo é o risco de lesão, mas em relação a cansaço e treino, não interfere”, explica.

    Apesar de admitir que sonha com uma medalha de ouro nos Jogos de 2020, Rafaela Silva coloca os pés no chão e sabe que precisa pensar em uma competição de casa vez para aliviar a cobrança e a pressão.

    “Acabei de sair de uma Olimpíada em casa e agora vou disputar outra na casa do judô. É algo marcante, mas eu preciso pensar uma competição de casa vez para não dar um passo maior que a perna. A nossa classificação olímpica só fecha em maio do ano que vem. Vou competir o Pan como se fosse a última e é assim que tem que ser, mas estou pensamento na classificação olímpica e quero chegar em julho do ano que vem na minha melhor forma e quem sabe conquistar mais uma medalha para o Brasil”, ressalta Rafaela.

    Confira a entrevista exclusiva para o quadro “Na Trilha do Pódio”, da rádio BandNews FM

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Deixe seu comentário!
    Por favor, informe seu nome