Futebol Raiz: Romildo, o massagista que já impediu gol é roupeiro do time feminino do Santos

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    Foto: Santos/Divulgação

    Oitavas de final da Série D de 2013. Aparecidense e Tupi empatam por 2 a 2 o jogo decisivo que valia vaga à próxima fase. Aos 44 minutos do segundo tempo, Ademílson faria o gol da classificação do Tupi, não fosse o massagista Romildo Fonseca, do Aparecidense, que invadiu o campo e impediu, em cima da linha, que a bola entrasse.

    “Não é uma coisa louvável para ser lembrada, mas faz parte da minha história. Na Série D, a situação é complicada porque você fica desempregado em caso de eliminação. Por impulso, eu tirei o gol”.

    Ex-praticante de atletismo, Romildo teve que usar o que tinha aprendido nas pistas para correr em direção aos vestiários. “Eu fugi para não apanhar. A sorte é que tinha a base do atletismo. Depois, fiquei trancado dentro em um case com medo, só com uma brecha para poder respirar”, recorda.

    Romildo Fonseca nasceu em São Cristovão, Rio de Janeiro, e é irmão do meia Esquerdinha que passou pelo Santos e, principalmente, pelo São Caetano nas temporadas de 2000 e 2001.

    Graças a ajuda de um professor de atletismo, o corredor fez um curso para se tornar massagista e iniciou a carreira no futebol. Rodou por clubes do interior de São Paulo e outros Estados, passando por Goiás, Juventus/SP, até chegar ao time feminino do Peixe, dessa vez, como roupeiro.

    Foto: Santos/Divulgação

    “A vida toda, eu vi os roupeiros trabalhando, mas é a minha primeira experiência nessa função. E não é tão fácil quanto parece. O trabalho é árduo, sempre carregando as bolas no maleiro do ônibus, levando os tapetes para o fisioterapeuta, organizando os uniformes e entregando para as atletas”, explica Romildo.

    Ouça a reportagem completa com o repórter Arthur Covre em mais uma edição do Futebol Raiz.

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