Na seleção feminina de basquete, José Neto planeja novos rumos para a modalidade

    0
    92

    Surpreso com o convite para assumir a seleção brasileira de basquete feminino, o técnico José Neto acumula no currículo uma passagem vitoriosa de seis anos no Flamengo e  uma experiência de 12 anos de trabalho na seleção masculina.

    No Mengão, conquistou quatro títulos do NBB (2012/2013, 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016), principal Liga de Basquete do Brasil, sendo eleito o melhor técnico na edição de 2016, além de outros títulos como o Campeonato Carioca (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), a Copa Intercontinental (2014) e a Liga das Américas (2014). O último clube que assumiu foi o Levanga Hokkaido, do Japão, na temporada passada.

    Na seleção brasileira masculina, foi auxiliar técnico de Rúben Magnano, nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), na Olimpíada do Rio de Janeiro (2016) e nos Mundiais do Japão (2006), Turquia (2010) e Espanha (2014) e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011).

    Créditos: Divulgação/CBB – Legenda: O técnico José Neto e o presidente da CBB Guy Peixoto Jr

    O que motivou o “sim”, foi o projeto de trabalho, uma proposta que vai além do resultado e formata uma nova metodologia para o basquete feminino, representando um novo rumo. O primeiro desafio do novo comandante da seleção, José Neto serão os Jogos Pan-Americanos de Lima. As disputas do basquete feminino começam no dia 6 de agosto.

    “É importante a gente alinhar a expectativa com a realidade. Toda a experiência que eu tive serve para criar uma nova maneira de criar um resultado, nas não garante nada. É uma ajuda que pode agregar esse processo que a gente quer construir no basquete feminino. Me dá mais credibilidade para ter sucesso. Mas, o foco é um trabalho de médio e longo prazo. O que existe hoje nós não vamos desprezar, mas potencializar com os clubes, LBF, Comitê Olímpico Brasileiro e CBB”, completa.

    Na chave dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil está no Grupo A da competição, ao lado de Canadá, Porto Rico e Paraguai. Os Estados Unidos, a Argentina, a Colômbia, e as Ilhas Virgens estão no Grupo B.

    “Hoje vamos com o que tem de melhor, não sei se é o suficiente para obter um resultado expressivo. O Brasil tem uma história no Pan. Vamos preparar a equipe independentemente da condição, já que temos pouco tempo. Pegamos de cara o Canadá, um dos favoritos para conquistar a medalha de ouro”, ressalta.

    Depois do Pan, o time de José Neto vai disputar a FIBA Womens AmeriCup, competição que distribui vagas ao Pré-olímpico das Américas, que por sua vez, é classificatória para o Pré-Olímpico Mundial.

    “Precisamos deixar bem claro qual é o caminho, que hoje é muito difícil, mais do que da outras vezes. Antes, tinha o Pré-olímpico por continente e ficando entre os quatro melhores, praticamente estava classificado. Agora tem a Americup, pra classificar para o pré-olímpico, ser campeão ou vice do quadrangular para garantir vaga no Pré-olímpico mundial. Esse caminho é um pouco injusto pois vamos competir com equipes que estão se preparando há quatro anos, mas isso não pode ser uma muleta”, analisa José Neto.

    Outra preocupação do comandante da seleção é a valorização das categorias de base, com o objetivo de não perder nenhum novo talento para o basquete brasileiro, além de proporcionar competições fortes e reconhecidas no cenário internacional.

    Confira a entrevista exclusiva para o quadro “Na Trilha do Pódio” da rádio BandNews FM:

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Deixe seu comentário!
    Por favor, informe seu nome